Fitorremediação [Brasil]
- Criação:
- Atualização:
- Compilador/a: Marianna Siegmund-Schultze
- Editor: –
- Revisores: Alexandra Gavilano, Deborah Niggli
technologies_1696 - Brasil
Veja as seções
Expandir tudo Recolher tudo1. Informação geral
1.2 Detalhes do contato das pessoas capacitadas e instituições envolvidas na avaliação e documentação da tecnologia
Especialista em GST:
Especialista em GST:
Pflugmacher Stephan
+49 30 314 29023
stephan.pflugmacher@tu-berlin.de
Technische Universitӓt Berlin Institute of Ecology Faculty VI
Ernst-Reuter-Platz 1 10623 Berlin, Germany
Alemanha
Nome do projeto que facilitou a documentação/avaliação da Tecnologia (se relevante)
Book project: Making sense of research for sustainable land management (GLUES)1.3 Condições em relação ao uso da informação documentada através de WOCAT
O/a compilador/a e a(s) pessoa(s) capacitada(s) aceitam as condições relativas ao uso de dados documentados através da WOCAT:
Sim
1.4 Declaração de sustentabilidade da tecnologia descrita
A tecnologia descrita aqui é problemática em relação a degradação da terra de forma que não pode ser declarada uma tecnologia de gestão sustentável de terra?
Não
2. Descrição da tecnologia de GST
2.1 Descrição curta da tecnologia
Definição da tecnologia:
Tratamento de efluentes de piscicultura empregando macrófitas aquáticas (fitorremediação).
2.2 Descrição detalhada da tecnologia
Descrição:
A piscicultura, por utilizar remédios e uma grande quantidade de ração para alimentar os peixes, provoca impactos no ecossistema aquático pela introdução de nitrogênio, fósforo e resíduos dos remédios. Essa tecnologia utiliza plantas que, após extrair o contaminante da água, armazena-o em sua estrutura para tratamento subsequente, quando necessário, ou mesmo metabolizá-lo, podendo, em alguns casos, transformá-lo em produtos menos tóxicos ou mesmo inócuos. Uma das alternativas de descontaminação e melhoria ambiental é a fitorremediação, que é definida como uma técnica que utiliza plantas e suas microbiotas com a finalidade de remover, degradar ou isolar substâncias tóxicas do ambiente. As plantas usadas nessa técnica são macrófitas aquáticas. Dessa maneira, as plantas apresentam caracteristicas de vegetais terrestres e tem grande capacidade de adaptação a diversos tipos de ambiente. Além disso, um importante fator de acordo com a International Water Association, é a seleção das macrófitas aquáticas para realizar a fitorremediação, onde o critério de escolha de quais macrófitas serão utilizadas no sistema de tratamento é associado à disponibilidade de onde será implantado o sistema. No caso da Eichhornia crassipes, a maior parte dos sólidos em suspensão são removidos por sedimentação ou por adsorção no sistema radicular das plantas. A densa cobertura dessas plantas reduz os efeitos de mistura do vento, assim como minimiza a mistura térmica. A sombra produzida pelas plantas restringe o crescimento de algas e o sistema radicular previne o movimento horizontal do material. Dessa maneira, as partículas são removidas do esgoto e, em seguida, os microorganismos associados a plantas na rizosfera lentamente se decompõe. Muitos organismos podem ser usados na degradação, como bactérias, fungos ou plantas (biodegradação) e a eficiência de um ou de outro depende, em muitos casos, da estrutura molecular e da presença de enzimas que são ágeis em degradar o produto.
O Sistema Fígado Verde emprega plantas aquáticas com o objetivo de remover, transferir, estabilizar ou destruir elementos nocivos. Esta técnica pode ser empregada para a remoção de metais pesados, hidrocarbonetos de petróleo, agrotóxicos, cianotoxinas, explosivos, solventes clorados e subprodutos tóxicos da indústria. O viveiro é localizado nas margens do reservatório de Itaparica, que tem como principal finalidade a geração de energia elétrica. Existem dúzias de tanques escavados para criação de tilápia e tambaqui (colossoma macropomum) alevinos e juvenis. Além dos tanques, existem dúzias de tanques-rede instalados no reservatório para onde os peixes são mandados na fase adulta (período de engorda). Parte do esgoto dos tanques escavados são despejados em uma lagoa de estabilização, e a outra parte vai para o Sistema Fígado Verde. A poluição comeca nos tanques de peixe por causa da alimentação e da excreção dos peixes. A alimentação é rica em fósforo e nitrogênio e pode causar a eutrofização da água, se não for tratada. O Sistema Fígado Verde consiste em um tanque de grandes dimensões (100 m x 20 m x 2,0 m). O tanque foi subdividido em seis partes (em 2 partes, Eichhornia crassipes foram plantadas e nas outras 4 partes, Egeria densa foram plantadas, 25 mudas por metro quadrado). Uma rede de nylon foi colocada para isolar a E. crassipes da E. densa. Uma tela é colocada antes da entrada do tanque para impedir que haja entrada de algum peixe que venha dos viveiros. Tmabém pode-se colocar opcionalmente uma válvula de registro na tubulação de entrada para controlar a vazão de entrada. Deve ser realizado monitoramento periódico dos parâmetros físico-químicos e biológicos para controlar as variações ambientais. Por variações ambientais entendem-se variações locais e temporais dos parâmetros físico-quimicos e biológicos no Sistema Fígado Verde em relação aos nutrientes e parâmetros ambientais. Os parâmetros foram monitorados com uma sonda multiparamétrica OAKTON 650. Os parâmetros seguintes foram analisados in situ: temperatura do ar (ºC), temperatura da água (ºC), pH, salinidade (ppm), condutividade elétrica (µS.cm-1), total de sólidos dissolvidos (mg.L-1). No laboratório, total de fósforo Kjeldahl (µg.L-1), total de nitrogênio (µg.L-1), nitrito (mg.L-1), nitrato (mg.L-1), azoto amonical (mg.L-1), oxigênio dissolvido (mg.L-1), e turvação (NTU) foram analisadas. Fitoplânctons foram também coletados para relacionar com os parâmetros monitorados.
É necessário remover a biomassa macrófita periodicamente e limpar o filtro para eliminar o lodo e a vegetação transportada pelo fluxo vindo dos tanques de psicultura. Durante a época de seca, essa remoção pode ser feita a cada 15 dias, e durante a época de chuvas, deve ser feito de 30 em 30 dias. A remoção da biomassa é, em geral, a remoção de E. crassipes, incluindo suas raízes. A E. crassipes cresce muito rápido em áreas tropicais e cheias de nutrientes. Em Itacuruba, o período de chuvas é muito curto, então a maior parte do ano é de seca. Essa é a razão porque a remoção de plantas deve ser feita periodicamente. Cercar o viveiro evitará o pastoreio de animais. Deve-se ter uma periódica limpeza da seção de drenagem. O Sistema Fígado Verde, no nosso exemplo, recebe os efluentes dos viveiros de juvenis tilápias (Oreochromis niloticus), que carrega o restante da ração (rica em nitrogênio e fósforo), fezes, antibióticos, hormônios e proibiótico
A fitorremediação (Fito = planta e remediar = dar remédio, corrigir) é uma tecnologia emergente que utiliza várias plantas (vegetais) para degradar, extrair, conter ou imobilizar contaminantes em solos e águas. Esta tecnologia tem sido considerada como uma alternativa inovadora e de baixo custo à maioria das técnicas de tratamento já estabelecidas para áreas contaminadas, como biorreatores de membrana, reatores UASB (upflow anaerobic sludge blanket) e outros. O Sistema Fígado Verde pode ser vista como uma zona úmida construída, que pode ser usado tanto no tratamento de efluentes da psicultura quanto no tratamento de efluentes de indústrias. Em ambos os casos a metodologia adotada é a mesma. Pode(m) variar a(s) planta(s) empregada(s) dependendo do tipo de poluente que se deseje remover.
Em relação à remoção de nutrientes em sistemas de zonas úmidas construídas, diferentes espécies de macrófitas apresentam concentrações variadas em tecidos vegetais diferentes. Estas conclusões demonstram as diferenças fisiológicas entre as espécies vegetais em termos de captura e estoque de nutrientes, que deve ser levadas em consideração ao planejar o tratamento de efluentes com essas espécies.
Entretanto, para que esta tecnologia se torne eficiente e economicamente viável em escala comercial algumas limitações precisam ser superadas. Plantas ideais para a fitorremediação precisam: a) apresentar rápido crescimento; b) ter elevada produção de biomassa; c) possuir sistemas radiculares extensos; d) ser de fácil manejo/poda; e) tolerar e acumular certa concentração de metais-traço em partes que possam ser colhidas
2.3 Fotos da tecnologia
2.5 País/região/locais onde a tecnologia foi aplicada e que estão cobertos nesta avaliação
País:
Brasil
Região/Estado/Província:
Pernambuco
Especificação adicional de localização:
Vila do Coité, Itacuruba
Map
×2.6 Data da implementação
Caso o ano exato seja desconhecido, indique a data aproximada:
- menos de 10 anos atrás (recentemente)
2.7 Introdução da tecnologia
Especifique como a tecnologia foi introduzida:
- durante experiências/ pesquisa
Comentários (tipos de projeto, etc.):
Foi construido em 2013 no Brazil pela primeira vez. O cientista principal tem experiencia anterior, entre outras, em Koréa do Sul.
3. Classificação da tecnologia de GST
3.1 Principal/principais finalidade(s) da tecnologia
- Preserva ecossistema
3.2 Tipo(s) atualizado(s) de uso da terra onde a tecnologia foi aplicada
Vias navegáveis, corpo d'água, zonas úmidas
- Linhas de drenagem, vias navegáveis
- Lagos, represas
Comentários:
O reservatório de Itaparica (hoje conhecida como reservatório Luiz Gonzaga), é localizada entre os estados de Pernambuco e da Bahia, na região chamada submédio da bacia de São Francisco. É parte do complexo hidrelétrico de Paulo Afonso, com os reservatórios de Moxotó, Paulo Afonso I, II, III, IV e Xingó. Foi construído em 1987, com a finalidade principal de geração de energia. Além disso, o reservatório tem múltiplos usos, como abastecimento público e industrial, irrigação, aquicultura, pecuária, navegação, turismo e lazer. Pode-se observar um uso inadequado em seus encontros, como perímetros de irrigação utilizando práticas inadequadas de agricultura, com agrotóxicos e ocupações irregulares despejando esgoto sem o devido tratamento diretamente no reservatório. Com a construção do reservatório de Itaparica, parte da população teve que ser removida para novas áreas urbanas localizadas nos arredores do reservatório.
A construção dos reservatórios interrompeu sistematicamente o fenômeno Piracema¹, afetando pescadores tradicionais que dependem diretamente da pesca para sobreviver. A aquicultura foi uma alternativa à escassez de peixes depois da construção dos reservatórios. As primeiras iniciativas de aquicultura aconteceram no município de Jatobá, em 1990. Gradualmente, nas cidades de Itacuruba, Petrolândia e Belém de São Francisco também surgiram atividades de aquicultura com pequenas associações. Hoje em dia existem dúzias dessas associações, formando um Arranjo Produtivo Local. A Companhia de Desenvolvimento do Vale de São Francisco e Parnaíba implantou sete estações de aquicultura para fornecer alevinos para reabastecer o reservatório. A eutrofização em reservatórios semiáridos apresenta um problema ambiental devido à redução do potencial hidrológico através de mudanças na qualidade da água, com prejuízo em todos os múltiplos usos e na manutenção da biota aquática. A região apresenta escassez de água tanto em quantidade quanto em qualidade por conta dos fatores climáticos, geológicos e pantropicais.
Caso o uso da terra tenha mudado devido a implementação da tecnologia, indique seu uso anterior à implementação da tecnologia:
Grazing land: Ge: Extensive grazing land
3.3 Mais informações sobre o uso da terra
Abastecimento de água para a terra na qual a tecnologia é aplicada:
- Misto de precipitação natural-irrigado
Número de estações de cultivo por ano:
- 2
3.4 Grupo de GST ao qual pertence a tecnologia
- Gestão de água de superfície (nascente, rio, lagos, mar)
- Gestão/proteção de zonas úmidas
3.5 Difusão da tecnologia
Especifique a difusão da tecnologia:
- Uniformemente difundida numa área
Caso a tecnologia seja uniformemente difundida numa área, indique a área coberta aproximada:
- < 0,1 km2 (10 ha)
Comentários:
O tanque tem 100m de comprimento por 20 de largura, e 1,70m de profundidade, mas a área pode ser maior em função do volume de efluente a ser tratado. A área todo comprehende também as tanques escavados para os peixes.
3.6 Medidas de GST contendo a tecnologia
Medidas vegetativas
- V5: Outros
Medidas estruturais
- S5: Represa, bacia, lago
Comentários:
macofitas, espécies diferentes
em blocos
3.7 Principais tipos de degradação da terra abordados pela tecnologia
Degradação da água
- Hp: declínio da qualidade de água de superfície
Comentários:
manejo do solo, desmatamento / remoção da vegetação natural (incl. incêndios florestais), exploração excessiva da vegetação para uso doméstico, pastagem excessiva, urbanização e infra-estrutura de desenvolvimento, descargas (contaminação ponto de água), sobre captação / retirada excessiva de água (para irrigação, indústria, etc.), mudança na temperatura, mudança de chuvas sazonais, secas, pressão populacional, pobreza / riqueza, insumos e infra-estrutura: (estradas, mercados, distribuição de pontos de água, outros, â € |), educação, acesso a serviços de conhecimento e de apoio, guerra e conflitos
Manejo da cultura (anual, perene, árvore / arbusto), atividades industriais e de mineração, liberação de poluentes transportados pelo ar (urbano / industryâ € |), perturbação do ciclo da água (infiltração / escoamento), Chuvas fortes / extremo (intensidade / quantidade), tempestades de vento / tempestades de poeira, inundações, outras causas naturais (avalanches, erupções vulcânicas, fluxos de lama, recursos naturais altamente suscetíveis, extremo topografia, etc.) especifique, posse de terra, disponibilidade de trabalho, governança / institucional
3.8 Redução, prevenção ou recuperação da degradação do solo
Especifique o objetivo da tecnologia em relação a degradação da terra:
- Reduzir a degradação do solo
4. Especificações técnicas, implementação de atividades, entradas e custos
4.1 Desenho técnico da tecnologia
Autor:
Stephan Pflugmacher-Lima, TU Berlin Fakultät VI Planen Bauen Umwelt; Sekr. A1; Strasse des 17. Juni 152; 10623 Berlin; Aleman
4.2 Especificações técnicas/ explicações do desenho técnico
O ponto P1 corresponde à captação da água que abastece os tanques dos viveiros. O ponto P2 recebe a descarga dos efluentes vindos de 10 viveiros de juvenis de tilápia (Oreochromis niloticus).
Location: Itacuruba. Pernambuco
Date: 2013
Vegetative material: O: Outro
Number of plants per (ha): 250000
Other species: Egeria densa; Eichhornia crassipes
Dam/ pan/ pond
Depth of ditches/pits/dams (m): 1,7
Width of ditches/pits/dams (m): 20
Length of ditches/pits/dams (m): 100
Wall/ barrier
Depth of ditches/pits/dams (m): 1,7
Width of ditches/pits/dams (m): ca 0,3
Length of ditches/pits/dams (m): ca 15
Construction material (other): tubos, valvulas
Specification of dams/ pans/ ponds: Capacity 3400m3
Dimensions of spillways: ca 100m
4.3 Informação geral em relação ao cálculo de entradas e custos
Outro/moeda nacional (especifique):
Real (R$)
Indique a taxa cambial do dólar norte americano para a moeda local (se relevante): 1 USD =:
3,17
Indique a média salarial da mão-de-obra contratada por dia:
2.11
4.4 Atividades de implantação
| Atividade | Tipo de medida | Periodicidade | |
|---|---|---|---|
| 1. | Escavar e stabilizar paredes | Estrutural | |
| 2. | Colocar 5 barreiras | Estrutural | |
| 3. | Cercar | Estrutural | |
| 4. | Colocar as macrofitas | Vegetativo |
4.5 Custos e entradas necessárias para a implantação
| Especifique a entrada | Unidade | Quantidade | Custos por unidade | Custos totais por entrada | % dos custos arcados pelos usuários da terra | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipamento | Caminhão para remoção da terra | 1,0 | 126,38 | 126,38 | 100,0 | |
| Material de construção | Mourão (com cimento) | 1,0 | 473,93 | 473,93 | 100,0 | |
| Material de construção | Arame-farpado | 1,0 | 315,96 | 315,96 | 100,0 | |
| Material de construção | Terraplenagem | 1,0 | 252,76 | 252,76 | 100,0 | |
| Custos totais para a implantação da tecnologia | 1169,03 | |||||
4.6 Atividades recorrentes/manutenção
| Atividade | Tipo de medida | Periodicidade/frequência | |
|---|---|---|---|
| 1. | Trocar as macrofitas | Vegetativo |
4.7 Custos e entradas necessárias pata a manutenção/atividades recorrentes (por ano)
| Especifique a entrada | Unidade | Quantidade | Custos por unidade | Custos totais por entrada | % dos custos arcados pelos usuários da terra | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Mão-de-obra | 1,0 | 63,96 | 63,96 | 100,0 | ||
| Equipamento | Tela de nylon | 1,0 | 15,8 | 15,8 | 100,0 | |
| Outros | Limpeza do terreno | 1,0 | 315,96 | 315,96 | 100,0 | |
| Custos totais para a manutenção da tecnologia | 395,72 | |||||
5. Ambiente natural e humano
5.1 Clima
Precipitação pluviométrica anual
- <250 mm
- 251-500 mm
- 501-750 mm
- 751-1.000 mm
- 1.001-1.500 mm
- 1.501-2.000 mm
- 2.001-3.000 mm
- 3.001-4.000 mm
- > 4.000 mm
Especificações/comentários sobre a pluviosidade:
500-750mm: monção, chuvas de inverno / verão) / duração dos períodos secos ser conhecidos
Zona agroclimática
- Semiárido
Chuva com dezembro a maio, com o máximo no mês de março
5.2 Topografia
Declividade média:
- Plano (0-2%)
- Suave ondulado (3-5%)
- Ondulado (6-10%)
- Moderadamente ondulado (11-15%)
- Forte ondulado (16-30%)
- Montanhoso (31-60%)
- Escarpado (>60%)
Formas de relevo:
- Planalto/planície
- Cumes
- Encosta de serra
- Encosta de morro
- Sopés
- Fundos de vale
Zona de altitude:
- 0-100 m s.n.m.
- 101-500 m s.n.m.
- 501-1.000 m s.n.m.
- 1.001-1.500 m s.n.m.
- 1.501-2.000 m s.n.m.
- 2.001-2.500 m s.n.m.
- 2.501-3.000 m s.n.m.
- 3.001-4.000 m s.n.m.
- > 4.000 m s.n.m.
5.3 Solos
Profundidade do solo em média:
- Muito raso (0-20 cm)
- Raso (21-50 cm)
- Moderadamente profundo (51-80 cm)
- Profundo (81-120 cm)
- Muito profundo (>120 cm)
Textura do solo (solo superficial):
- Médio (limoso, siltoso)
Textura do solo (>20 cm abaixo da superfície):
- Médio (limoso, siltoso)
Matéria orgânica do solo superficial:
- Baixo (<1%)
5.4 Disponibilidade e qualidade de água
Lençol freático:
< 5 m
Disponibilidade de água de superfície:
Precário/nenhum
Qualidade da água (não tratada):
Água potável precária (tratamento necessário)
5.5 Biodiversidade
Diversidade de espécies:
- Médio
5.6 Características dos usuários da terra que utilizam a tecnologia
Sedentário ou nômade:
- Sedentário
Rendimento não agrícola:
- >50% de toda renda
Nível relativo de riqueza:
- Média
- Rico
Indivíduos ou grupos:
- Indivíduo/unidade familiar
Gênero:
- Homens
5.7 Média da área de terra própria ou arrendada por usuários da terra que utilizam a tecnologia
- < 0,5 ha
- 0,5-1 ha
- 1-2 ha
- 2-5 ha
- 5-15 ha
- 15-50 ha
- 50-100 ha
- 100-500 ha
- 500-1.000 ha
- 1.000-10.000 ha
- > 10.000 ha
É considerado pequena, média ou grande escala (referente ao contexto local)?
- Pequena escala
5.8 Propriedade de terra, direitos de uso da terra e de uso da água
Propriedade da terra:
- Indivíduo, não intitulado
- Indivíduo, intitulado
Direitos do uso da terra:
- Indivíduo
- precia cadastro e outorga; grande usuário paga
- precia cadastro e outorga; grande usuário paga
5.9 Acesso a serviços e infraestrutura
Saúde:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Educação:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Assistência técnica:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Emprego (p. ex. não agrícola):
- Pobre
- Moderado
- Bom
Mercados:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Energia:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Vias e transporte:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Água potável e saneamento:
- Pobre
- Moderado
- Bom
Serviços financeiros:
- Pobre
- Moderado
- Bom
assistência técnica:
- Pobre
- Moderado
- Bom
6. Impactos e declarações finais
6.1 Impactos no local mostrados pela tecnologia
Impactos socioeconômicos
Disponibilidade e qualidade de água
Disponibilidade de água potável
Outros impactos socioeconômicos
aumento com o custo da manutenção, pois tem que pagar mão-de-obra para fazer o manejo das macrófitas
Impactos socioculturais
bem-estar humano
Comentários/especificar:
A tecnologia contribua na melhoria da qualidade da água, que está diretamente relacionada com a saúde da população.
Impactos ecológicos
Ciclo hídrico/escoamento
Qualidade de água
Evaporação
Outros impactos ecológicos
Uma tela de nylon impede que as macrófitas ocasionalmente se desprendem no reservatório.
6.4 Análise do custo-benefício
Como os benefícios se comparam aos custos de implantação (do ponto de vista dos usuários da terra)?
Retornos a curto prazo:
positivo
Retornos a longo prazo:
positivo
Como os benefícios se comparam aos custos recorrentes/de manutenção(do ponto de vista dos usuários da terra)?
Retornos a curto prazo:
positivo
Retornos a longo prazo:
positivo
6.7 Pontos fortes/vantagens/oportunidades da tecnologia
| Pontos fortes/vantagens/oportunidades na visão do usuário da terra |
|---|
|
No caso o controle do governo seria forte, a tecnologia ajudaria cumprir as regras. |
| Pontos fortes/vantagens/oportunidades na visão do/a compilador/a ou de outra pessoa capacitada |
|---|
|
Dentre as vantagens de adoção da técnica Green Liver estão o baixo custo, rapidez de construção e relativamente fácil operação. |
|
Achamos uma vantagem o sistema utilizar processos naturais para a purificação de água. |
6.8 Pontos fracos, desvantagens/riscos da tecnologia e formas de superá-los
| Pontos fracos/desvantagens/riscos na visão do usuário da terra | Como eles podem ser superados? |
|---|---|
| Aumenta os custos por conta da mão-de-obra. |
| Pontos fracos/vantagens/riscos na visão do/a compilador/a ou de outra pessoa capacitada | Como eles podem ser superados? |
|---|---|
| A necessidade de fazer o manejo das plantas e desobstrução de alguma tubulação. | Para isto necessita de mão-de-obra de pelo menos um trabalhador que monitore o sistema periodicamente e faça a manutenção. |
7. Referências e links
7.1 Métodos/fontes de informação
- entrevistas com usuários de terras
7.2 Referências às publicações disponíveis
Título, autor, ano, ISBN:
Pflugmacher, S., Kühn, S., Lee, S.-H., Choi, J.-W., Baik, S., Kwon, K.-S., Contardo-Jara, V., 2015. Green Liver Systems® for water purification: Using the phytoremediation potential of aquatic macrophytes for the removal of different cyanobacterial toxins from water. AJPS 06 (09), 1607–1618. doi:10.4236/ajps.2015.69161.Nimptsch, J., Wiegand, C., Pflugmacher, S., 2008. Cyanobacterial toxin elimination via bioaccumulation of MC-LR in aquatic macrophytes: An application of the “Green Liver Concept”. Environ. Sci. Technol. 42 (22), 8552–8557. doi:10.1021/es8010404.
Links e módulos
Expandir tudo Recolher tudoLinks
Não há links
Módulos
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